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Lucas Chumbo encara swell histórico entre Santa Catarina e Rio em busca de possível novo recorde brasileiro de ondas gigantes

Lucas Chumbo encara swell histórico entre Santa Catarina e Rio em busca de possível novo recorde brasileiro de ondas gigantes

Atleta Mormaii surfou condições extremas na Laje da Jagua e na Laje do Gardenal em menos de 24 horas, perseguindo a mesma ondulação que impactou a costa brasileira

O atleta Mormaii Lucas Chumbo protagonizou uma verdadeira maratona do surfe de ondas gigantes nesta semana ao perseguir um swell histórico entre Santa Catarina e Rio de Janeiro. O fenômeno, impulsionado pela formação de um ciclone no oceano, trouxe condições extremas ao litoral brasileiro e levantou a expectativa de um possível novo recorde nacional para o surfista, que já detém a marca da maior onda surfada no Brasil.
A primeira parada da missão aconteceu na Laje da Jagua, em Jaguaruna (SC), conhecida por abrigar algumas das maiores ondas já registradas no país. Localizada a cerca de cinco quilômetros da faixa de areia, a formação rochosa só revela todo o seu potencial em dias de mar extremamente agitado, exatamente o cenário que tomou conta do litoral catarinense nesta semana.
Além do espetáculo esportivo, o swell também causou impactos severos em diversas regiões da costa brasileira, com registros de ressaca, mar invadindo plataformas de pesca, atingindo molhes, ruas e estabelecimentos comerciais. Em meio às condições extremas, surfistas de ondas gigantes de diferentes partes do país desembarcaram em Santa Catarina para encarar o mar histórico.
Entre eles, Chumbo viveu uma verdadeira operação de guerra para chegar à sessão. O atleta saiu do Rio de Janeiro na segunda-feira (18), desembarcou em Florianópolis perto da meia-noite, chegou em Jaguaruna por volta das 3h da manhã e, apenas duas horas depois, já estava de pé preparando os equipamentos e alinhando a estratégia para entrar no mar.
As ondas confirmaram as expectativas e proporcionaram mais um capítulo marcante na história da Laje da Jagua. Reconhecido por revolucionar o surfe de ondas grandes com uma abordagem progressiva, Lucas Chumbo voltou a impressionar ao executar manobras e linhas agressivas em condições extremas, características que transformaram seu estilo em uma referência mundial no big wave surfing.
“Session incrível que a gente teve em Jaguaruna, com certeza uma das maiores ondas do Brasil, se não a maior. Um dia que começou diferente, a primeira onda já foi uma onda gigantesca, tomei ela na cabeça, jet que virou, mas deu tudo certo, a gente conseguiu voltar e ter uma sessão incrível histórica na Jaguaruna de novo”, afirmou Chumbo.
A missão, no entanto, não terminou em Santa Catarina. Aproveitando o deslocamento natural da ondulação pelo litoral brasileiro, o surfista voltou imediatamente ao Rio de Janeiro para surfar o mesmo swell novamente — desta vez na Laje do Gardenal, na Barra da Tijuca, conhecida como a “Teahupoo carioca”.
A onda, considerada uma das mais desafiadoras do país, quebra sobre uma bancada rasa de pedras e depende de uma combinação extremamente específica de maré, direção da ondulação, vento e tamanho do mar para funcionar. Quando tudo se encaixa, forma tubos pesados e perigosos, comparados às famosas ondas do Taiti, palco da etapa da WSL em Teahupoo.
Ao lado de nomes como Pedro Scooby, Chumbo encarou as condições extremas com auxílio de jet ski nas Ilhas Tijucas e viveu mais uma sessão histórica.
“Foi uma onda que eu sempre sonhei em surfar desse jeito. Sempre quis desbravar ela dessa forma e esse dia aconteceu perfeitamente. As condições foram perfeitas, o swell estava muito encaixado e meus pilotos estavam excelentes, então tudo se encaixou para rolar aquela onda dos sonhos. Aquela onda realmente é a Teahupoo brasileira, a Teahupoo carioca”, destacou.
A intensidade da missão reforça a conexão de Lucas Chumbo com o universo das ondas gigantes e evidencia o potencial do Brasil como um dos grandes centros de treinamento da modalidade no mundo.
“O Brasil é um lugar que a gente pode falar que tem ondas grandes, gigantes. Talvez não como Nazaré, mas temos condições incríveis para treinar. Aqui conseguimos surfar diferentes tipos de onda e condições extremas, então chegamos preparados para qualquer missão”, completou o atleta.

Crédito: Divulgação

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