Feira de Variedades ocupa Praça da Sé e reacende debate sobre feiras de rua em Salvador
Evento gratuito reúne artesanato, gastronomia, cultura e pequenos empreendedores no Centro Histórico entre os dias 21 e 24 de maio
Crédito da foto: Anne Cristina Nogueira
A Praça da Sé, um dos espaços mais simbólicos e turísticos do Centro Histórico de Salvador, receberá entre os dias 21 e 24 de maio, das 8h às 20h, mais uma edição da Feira de Variedades, reunindo dezenas de pequenos empreendedores ligados ao artesanato, gastronomia, moda, costura e economia criativa. Além da geração de renda e da valorização da cultura baiana, o evento também volta a chamar atenção para os desafios enfrentados pelos trabalhadores das feiras de rua da capital.
Após o sucesso da edição realizada recentemente no Rio Vermelho, a iniciativa chega agora ao coração histórico da cidade apostando na circulação intensa de turistas e moradores para fortalecer as vendas e ampliar a visibilidade dos expositores. Para os organizadores, as feiras populares têm desempenhado papel cada vez mais importante na geração de renda em Salvador, especialmente diante do crescimento do desemprego, da informalidade e do empreendedorismo por necessidade.
Coordenadora de empreendedorismo da Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia (ACEB) e organizadora de feiras na capital baiana, Anne Cristina Nogueira afirma que o setor segue enfrentando dificuldades estruturais e falta de incentivo público. “As feiras de rua movimentam a economia, fortalecem a cultura local e ainda ajudam o turismo da cidade. Mesmo assim, os pequenos empreendedores ainda enfrentam muitos obstáculos para conseguir trabalhar”, afirmou.
Segundo Anne, os custos para realização das feiras continuam sendo um dos principais desafios dos organizadores e expositores. Entre as despesas estão estrutura, iluminação, sonorização, toldos, cadeiras, mesas e taxas relacionadas à ocupação dos espaços públicos. “Muitas famílias dependem diretamente das feiras para sobreviver. Quando um evento é cancelado ou tem baixa movimentação, o prejuízo impacta diretamente a renda dessas pessoas”, destacou.
Os organizadores também defendem maior diálogo com o poder público e a criação de políticas permanentes voltadas ao fortalecimento das feiras populares em Salvador. A proposta inclui medidas que facilitem a utilização dos espaços públicos e reduzam os custos para pequenos empreendedores. “Em várias cidades brasileiras, as feiras recebem apoio institucional justamente porque geram emprego, renda, cultura e movimentam a economia local”, acrescentou Anne Cristina. A expectativa para a Feira da Praça da Sé é de grande movimentação durante os quatro dias do evento, impulsionada pela combinação entre turismo, lazer, arte e empreendedorismo popular.
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