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Educador angolano António Pacavira discute em Salvador cooperação educacional entre Brasil e Angola

Educador angolano António Pacavira discute em Salvador cooperação educacional entre Brasil e Angola

Visita dá seguimento a interlocução com experiências de ensino iniciada no Centro-Oeste brasileiro

O educador e dirigente angolano António Escórcio Pacavira vem a Salvador no próximo dia 28 de outubro, onde cumpre, até o dia 30, uma agenda voltada à cooperação educacional entre Brasil e Angola e ao debate sobre inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

Presidente da Confederação de Associações de Ensino Privado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Caep) e da Associação Nacional do Ensino Privado de Angola (Anep), Pacavira participará, no dia 28, do Seminário Internacional Acolher TEA, promovido pela Fundação César Montes (Fundacem), no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA), no bairro do Costa Azul. Das 9h15 às 10h15, ele coordenará o painel “Acolher TEA em países da Língua Portuguesa”, com foco em Angola, Portugal, São Tomé e Moçambique.

O seminário ocorrerá das 8h às 16h30, com debates sobre inclusão, articulação entre saúde e educação, tecnologias assistivas, mediação escolar e participação das famílias. O evento será retransmitido para oito países de língua portuguesa. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até a próxima sexta-feira (23), pelo site fundacem.org.br. Ao fim do seminário, haverá ainda a elaboração da Carta Internacional do Acolher TEA, com contribuições para o avanço do acolhimento e da inclusão.

No dia 29, às 14h, o dirigente será entrevistado pelo historiador e professor Ricardo Carvalho, com transmissão ao vivo promovida pela Faculdade Estácio de Sá para milhares de estudantes das regiões Norte e Nordeste.

A visita a Salvador dá continuidade à interlocução de Pacavira com experiências brasileiras de ensino. Em passagem anterior pelo Brasil, o educador conheceu iniciativas de educação e tecnologia da Fundação Sagres, em Aparecida de Goiânia (GO), além de projetos voltados à permanência escolar e à inserção de jovens no mercado de trabalho. Na ocasião, também cumpriu compromissos em Brasília e Goiás relacionados ao intercâmbio educacional entre países de língua portuguesa.

Segundo António Pacavira, é de interesse do povo angolano criar parcerias estratégicas e, sobretudo, sustentáveis com o Brasil — primeiro país, em 1975, a reconhecer a independência de Angola — não só na educação mas também em outras áreas. “É nosso interesse resgatar tudo aquilo que tem a ver com Angola, que está hoje muito presente e muito vivo no Brasil, para que possamos colocar no sistema de ensino angolano. Devemos educar para que possamos criar uma geração muito mais informada e que tenha orgulho daquilo que são os valores que unem Brasil e Angola”, afirma.

Trajetória ligada à educação

Natural de Huambo, em Angola, Pacavira é formado em Direito pela Universidade Agostinho Neto e em Pedagogia pela Faag, no Brasil, onde também fez pós-graduação em Neuropsicopedagogia. Sua trajetória inclui atuação como professor, gestor escolar, consultor educacional e palestrante, além de pesquisas nas áreas de educação e neurociência.

Diretor-geral do Colégio Real Século XXI, em Viana, Luanda, o educador também organizou e participou de programas de qualificação de gestores escolares no Brasil, na Inglaterra e em Portugal.

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